O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, participará do jantar da Associação de Correspondentes da Casa Branca (WHCA) remarcado para 24 de julho, disse ele em uma publicação no Truth Social nesta terça-feira (2), após o evento anual ter sido adiado em decorrência de um ataque a tiros.
A reunião de gala de jornalistas e políticos em Washington foi suspensa depois que um suspeito invadiu um posto de controle de segurança e disparou uma espingarda do lado de fora do evento em 25 de abril. Trump e a primeira-dama Melania Trump foram retirados do jantar em segurança às pressas.
Em uma carta aos membros da associação nesta terça, a presidente da WHCA e correspondente sênior da Casa Branca da CBS News, Weijia Jiang, disse que a decisão de remarcar o evento não foi “automática” e que ele contará com “medidas de segurança significativamente reforçadas e novos procedimentos de acesso”.
Trump —que tem um histórico de atacar a imprensa— publicou que Jiang o convidou para comparecer e discursar, e que ele aceitou. Ele acrescentou: “Não sei se farei as mesmas declarações bastante ácidas, pelo menos no que diz respeito a certas pessoas, mas logo descobriremos”.
O republicano ainda disse que o evento acontecerá no hotel Waldorf Astoria em Washington. A empresa Trump Organization desenvolveu o hotel, que antes era um prédio de escritórios federais, e o vendeu em 2022.
Jiang disse em sua carta que a associação arrecadou fundos para garantir que os membros da WHCA que compraram ingressos não precisem pagar se comparecerem ao segundo evento, que ela descreveu como uma “reunião mais intimista”.
“Este jantar não será apenas uma oportunidade de realizar nossa programação”, escreveu. “Será uma declaração de que a violência não tem lugar na vida americana e de que uma imprensa livre não será intimidada ao silêncio.”
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A gala anual —uma tradição de Washington há mais de um século— arrecada fundos para bolsas de estudo em jornalismo e celebra a Primeira Emenda da Constituição dos EUA, que garante a liberdade de expressão e de imprensa.
Em 2011, o presidente democrata Barack Obama usou seu discurso na WHCA para zombar de Trump, que então comparecia ao jantar como magnata do mercado imobiliário e estrela de reality show. Trump esperou, no entanto, até este ano para fazer sua primeira aparição como presidente. Sua presença e o tom de suas declarações esperadas no evento de abril eram altamente aguardados em Washington.









