O presidente Lula (PT) cobrará que seus ministros viajem mais para participar de inaugurações de obras do governo federal. O petista avalia que governadores e prefeitos adversários têm faturado sozinhos os ganhos de popularidade de algumas ações da gestão federal.
Lula deve passar o recado a seus auxiliares em reunião ministerial marcada para esta quarta-feira (3). O encontro será no Palácio do Planalto.
Lula tem falado a auxiliares sobre essa percepção há tempos, mas o assunto se torna mais urgente conforme a eleição se aproxima. O presidente tentará renovar o mandato, e a entrega de obras é uma de suas principais apostas para fortalecer a candidatura à reeleição.
A instrução de Lula será para ministros visitarem os estados e reivindicarem para o governo federal o mérito pelas entregas. Um dos principais focos será o programa Minha Casa Minha Vida, voltado para a habitação.
O presidente e seu entorno planejam acelerar o ritmo de inaugurações e entregas de obras nas próximas semanas para aumentar a presença de Lula nos estados –sem prejuízo de ministros fazerem inaugurações menores representando o chefe do Executivo federal.
O prazo para essas atividades está perto do fim. De 4 de julho em diante, as regras eleitorais vedam que candidatos inaugurem obras públicas. O primeiro turno da eleição está marcado para 4 de outubro.
Lula já disse publicamente, por exemplo, que o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos) não dá os devidos créditos ao governo federal por suas obras.
“Aqui em São Paulo praticamente 60% das casas construídas são do Minha Casa Minha Vida, que eles dão o nome de Casa Paulista. O governador tem inaugurado muito dessas casas paulistas, e ele poderia ter a singeleza de dizer: essas casas são feitas pelo governo federal, no Minha Casa Minha Vida”, declarou o petista em março em discurso em São Paulo.
Uma fonte próxima a Lula mencionou um descontentamento específico com inaugurações do Minha Casa Minha Vida pelo governador do Paraná, Ratinho Jr. (PSD).
Tanto Tarcísio quanto Ratinho são de grupos políticos adversários do presidente da República e de estados em que Lula precisa alavancar sua popularidade para garantir a reeleição.









