O Itamaraty não vê piora na relação com o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, nem mesmo em impactos na negociação sobre o tarifaço, após o presidente Lula elevar o tom contra o chefe da diplomacia no governo Donald Trump.
Ao abrir a reunião ministerial desta quarta-feira (3), Lula disse que o secretário de Estado dos EUA é um “latino-americano frustrado”. Rubio é descendente de cubanos.
Apesar do tom, integrantes do Itamaraty lembram que a relação com Rubio é construída pela relação com o chanceler brasileiro, Mauro Vieira. Uma fonte diz, sob reserva, que a relação dos dois é bastante correta.
Outra fonte da diplomacia ainda afirma que os encontros entre ambos têm trazido resultados positivos e concretos para o Brasil. Os dois devem se encontrar em Paris, nesta semana.
Nesta quarta (3), Vieira se encontrou rapidamente com o representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, durante evento da OCDE, e o americano reafirmou que pretende continuar as negociações com o Brasil.
Integrantes do Palácio do Planalto admitem que pode haver um temor de que discursos mais duros dificultem o processo de negociação, mas afirmam que é preciso separar o que é retórica do que é conversa de alto nível.
Como mostrou o Painel, o governo brasileiro e empresários ainda acreditam que há margem de manobra e apostam numa reversão das tarifas até meados de julho.
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