O CEO da Ferrari, Benedetto Vigna, minimizou as críticas e a queda de ações após o lançamento do Luce, o primeiro carro elétrico da marca, ao afirmar que está havendo “forte interesse” de clientes novos pelo modelo.
A Ferrari apresentou o Luce, de 550 mil euros (R$ 3,22 milhões) na segunda-feira (25), desencadeando uma enxurrada de críticas nas mídias sociais sobre o design não convencional do modelo e a decisão da empresa de se desviar de seus antigos motores movidos a gasolina. Algumas pessoas nas mídias sociais disseram que o carro não se parecia em nada com uma Ferrari.
“Há um grande interesse, inclusive de novos clientes”, comentou Vigna durante um evento automotivo em Modena.
A montadora mostrou o novo modelo a 1.600 clientes na segunda e terça-feira em Roma e os livros de pedidos foram abertos na quarta-feira. “Já recebemos transferências bancárias, os clientes que estavam lá o querem”, comentou o CEO, dizendo que a Ferrari forneceria números precisos sobre os pedidos em julho, quando divulgasse seus resultados do segundo trimestre.
As ações da Ferrari despencaram mais de 8% na terça-feira, quando investidores e críticos reagiram com frieza ao novo carro elétrico. As ações fecharam estáveis na quarta-feira, mas subiam quase 3% na quinta-feira.
Vigna disse que os críticos deveriam ver o carro. Ele rejeitou as sugestões de que o Luce era uma cópia de outros veículos elétricos no mercado, incluindo os chineses.
“Se você o vir e experimentar, entenderá imediatamente que não foi copiado e que não tem nada a compartilhar com outros EVs que você já viu e que são produzidos por outros, em termos de interiores, exteriores e desempenho”, avaliou.
Vigna enfatizou que o Luce era um acréscimo à linha da Ferrari e que a empresa continuaria a oferecer modelos com motor a gasolina e híbridos. Ao comentar sobre o alto preço do Luce, ele disse que era justo pagar pela inovação.









