China reconhece Brasil como livre da febre aftosa – 02/06/2026 – Economia

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A China reconheceu o Brasil como país livre da febre aftosa, revogando uma série de medidas que restringiam a plena exportação de carne bovina ao país asiático.

A medida foi anunciada um ano após o governo brasileiro, por meio do Mapa (Ministério da Agricultura e Pecuária), solicitar às autoridades chinesas o reconhecimento do país como livre da doença sem vacinação. Isso significa que o território nacional conseguiu eliminar de forma eficaz a circulação do vírus da febre aftosa e não precisa mais aplicar vacinas para manter a enfermidade sob controle.

Pouco antes do pedido, em meados de maio, o país foi declarado livre de febre aftosa sem vacinação pela OMSA (Organização Mundial de Saúde Animal). A decisão mobilizou a Embaixada do Brasil em Pequim a sugerir um pedido formal à Administração-Geral de Aduanas da China (GACC) e ao Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais da China.

Em 2024, o governo já havia recebido uma missão técnica chinesa para verificar os controles sanitários do país em relação à carne bovina. Apesar de a avaliação ter sido positiva, a autoridade aduaneira de Pequim solicitou informações adicionais.

No ano seguinte, o governo enviou mais informações técnicas à China, com detalhes sobre os programas de erradicação e vigilância.

O reconhecimento do Brasil como livre da doença foi anunciado às vésperas da visita do chanceler Mauro Vieira a Pequim nesta semana. O ministro viajou à capital do país asiático para a 5ª edição do Diálogo Estratégico Global Brasil-China, mecanismo de consulta política entre os chanceleres dos dois países que ocorre desde 2014.

Na ocasião, foram discutidos temas como as trocas bilaterais, em especial a necessidade brasileira de comprar mais fertilizantes. O Brasil é dependente da importação desses insumos e teve a China como principal origem em 2025.

Em viagens anteriores ao Uzbequistão e ao Cazaquistão, o chanceler também teve o abastecimento de fertilizantes como pauta central, uma vez que a instabilidade provocada no setor pela guerra no Irã tem gerado preocupação entre os agricultores para o plantio da safra de verão.



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