O Instagram está ampliando as restrições para as contas de adolescentes de 13 a 17 anos e passará a limitar ainda mais a exposição desse público a conteúdos repetitivos relacionados à magreza, mundo fitness, musculação, nutrição e ansiedade.
A medida faz parte da expansão global das chamadas Contas de Adolescente, que recentemente ganharam novas regras de proteção inspiradas na classificação indicativa de filmes. A medida tem como objetivo atuar contra a ansiedade crescente neste público.
Segundo a Meta, dona do Instagram, a intenção é evitar que jovens sejam impactados por uma sequência contínua de conteúdos que possam contribuir para problemas como dismorfia corporal, comparação excessiva da aparência, ansiedade e pressão estética.
Na prática, mesmo quando determinados conteúdos sejam considerados adequados isoladamente, o sistema passará a reduzir sua recomendação quando identificar que o adolescente está consumindo repetidamente esse tipo de publicação.
A plataforma buscará diversificar os assuntos exibidos no feed, no Explorar e nos Reels. As mudanças fazem parte da configuração “13+”, que se tornou padrão para as Contas de Adolescente no Brasil e agora está sendo expandida para outros países.
A mesma política também será aplicada ao Facebook e ao Messenger. Além disso, a Meta prevê levar ainda neste ano a opção de “Conteúdo Limitado” para essas plataformas, oferecendo um nível adicional de restrição para famílias que desejarem uma experiência mais protegida.
A empresa afirma que atualizou seus sistemas internos utilizando como referência os critérios de classificação etária já adotados para filmes, séries e programas de TV. Com isso, adolescentes não deverão visualizar conteúdos considerados mais sensíveis do que aqueles recomendados para sua faixa etária.
As novas regras valem para usuários entre 13 e 17 anos. Quem já possui uma Conta de Adolescente será incluído automaticamente na configuração atualizada e não poderá desativá-la sem autorização dos pais ou responsáveis.
O anúncio ocorre em um momento de maior pressão sobre as plataformas digitais em relação à proteção de crianças e adolescentes. No Brasil, a medida chega poucos meses após a entrada em vigor do ECA Digital (Estatuto da Criança e do Adolescente Digital), que ampliou a responsabilidade das empresas sobre a segurança de menores na internet.
Para avaliar a eficácia das novas barreiras, a Meta contratou a empresa especializada em segurança digital Alice, que realizou testes independentes nos Estados Unidos. Segundo a companhia, a análise apontou que as Contas de Adolescente do Instagram exibiram menos conteúdos classificados como destinados a públicos mais maduros quando comparadas às de uma plataforma concorrente.
A avaliação também identificou pontos de melhoria nos sistemas da rede social. De acordo com a Meta, as falhas foram corrigidas e, após nova rodada de testes, as mudanças foram consideradas eficazes.
A empresa afirma que continuará desenvolvendo ferramentas para aumentar o controle dos pais sobre a experiência digital dos filhos e reduzir a exposição de adolescentes a conteúdos potencialmente prejudiciais à saúde mental e à construção da autoimagem.
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