O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) de demonstrar simpatia por facções como o Comando Vermelho (CV) e o Primeiro Comando da Capital (PCC) pelo governo não reconhecê-las como organizações terroristas como fizeram os Estados Unidos recentemente. O pré-candidato à presidência da República defendeu medidas mais duras contra o crime organizado.
Segundo Flávio, o combate às organizações criminosas deve ser tratado como prioridade nacional e internacional. Para ele, a atual postura do governo favorece criminosos em vez de proteger as famílias brasileiras dos impactos da violência e do tráfico de drogas.
“[A população vê] o Lula como sendo alguém que tem simpatia pelo CV e pelo PCC. Vamos pensar na soberania do povo brasileiro. Para de pensar na soberania dos traficantes e terroristas”, declarou o senador em entrevista ao jornal mineiro O Tempo nesta quarta-feira (3).
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Flávio defendeu uma cooperação mais ampla entre os países da América do Sul para enfrentar as facções criminosas. De acordo com ele, o compartilhamento de inteligência, informações e tecnologia é fundamental para enfraquecer as estruturas que sustentam o tráfico de drogas, armas e a lavagem de dinheiro.
O senador destacou a região da Tríplice Fronteira, em Foz do Iguaçu, como um dos pontos estratégicos para as ações de combate ao crime organizado. Segundo ele, o fortalecimento da fiscalização e da cooperação internacional pode atingir diretamente as fontes de financiamento das organizações criminosas.
“É preciso asfixiar financeiramente esses grupos, porque é esse dinheiro que compra fuzis e permite que eles imponham domínio sobre territórios. Hoje, cerca de 50 milhões de brasileiros vivem em áreas influenciadas pelo crime organizado. A droga que chega ao seu filho passa por essas organizações”, afirmou.
Em outro momento, Flávio voltou a defender que o Brasil reconheça formalmente o PCC e o CV como organizações terroristas e argumentou que a medida já foi adotada por países vizinhos e poderia ampliar a cooperação internacional contra as facções.
“O povo brasileiro, nós já tínhamos que ter reconhecido esses grupos como terroristas. Ô Lula, quando é que você vai reconhecer Comando Vermelho e PCC como organizações terroristas? Esse combate a essas organizações terroristas tem que ser internacional, tem que ser em conjunto com outros países, trocando informação, trocando inteligência, trocando tecnologia”, declarou.
Para o senador, a classificação das facções como grupos terroristas abriria caminho para ações mais integradas entre governos e forças de segurança. Ele sustenta que o objetivo é enfraquecer financeiramente as organizações criminosas e ampliar os mecanismos de combate ao avanço do crime organizado no Brasil.










