A Bys, startup de seguros fundada por ex-executivos do Banco Neon, aposta que grandes empresas deixam dinheiro na mesa por desconhecer o potencial de receita com seguros. O nome é uma sigla para “by your side”, ou “ao seu lado”.
O modelo do negócio consiste em estruturar e operar canais de distribuição de seguros dentro de outras empresas —fintechs, varejistas, empresas de RH e companhias abertas— sem cobrar taxa fixa ou de estruturação. A remuneração vem de uma cota sobre as comissões geradas.
“A palavra melhor, ao invés de medo, é desconhecimento”, diz Leonardo Rodrigues, CEO e cofundador da Bys, sobre a resistência que encontra no mercado em relação a negociar seguros. “As empresas não têm a clareza de que, ao investirem num processo de seguros, gerarão receita.”
No modelo da Bys, a empresa parceira entra com base de clientes e canal de distribuição; a startup cuida do desenho de produtos, negociação com seguradoras, integração tecnológica e operação do canal, incluindo time comercial, back office e engenharia. A integração com a plataforma da Bys leva, segundo a empresa, de 2 dias a 2 semanas, com início da operação em cerca de 30 dias.
A startup também investe em agentes de inteligência artificial para venda ativa de microsseguros, produtos entre R$ 7 e R$ 20 por mês que, segundo Rodrigues, são inviáveis de distribuir pelo canal tradicional de corretores.
A Bys afirma ter 40 empresas na carteira e estima ter atingido R$ 100 milhões em prêmio anualizado. A empresa não divulga receita própria. Os planos incluem expansão para outros segmentos e, no médio prazo, internacionalização para países da América Latina —mercado que, segundo Rodrigues, seria acessado com o apoio das mesmas seguradoras globais com quem a startup já opera no Brasil.
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