Anthropic oferece acesso ao Mythos à União Europeia – 01/06/2026 – Economia

Anthropic oferece acesso ao Mythos à União Europeia - 01/06/2026 - Economia

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A Anthropic ofereceu à União Europeia acesso ao seu modelo de inteligência artificial Mythos, a primeira vez que a empresa disponibiliza a poderosa ferramenta de segurança cibernética fora dos Estados Unidos e do Reino Unido.

Um porta-voz da Enisa, agência de segurança cibernética da UE, confirmou que está em negociações para usar o modelo. “Foi oferecido, mas as condições ainda estão sendo acordadas”, disse o porta-voz.

Autoridades da Comissão Europeia visitaram San Francisco na semana passada para negociar com a empresa sobre a adesão ao chamado Projeto Glasswing — uma coalizão industrial composta principalmente por empresas americanas que vêm usando o modelo desde o início de abril para encontrar e corrigir vulnerabilidades de segurança em seus sistemas.

“Posso confirmar que a Comissão teve várias reuniões produtivas com a Anthropic. Saudamos os últimos desenvolvimentos sobre potencial acesso futuro”, disse Thomas Regnier, porta-voz da Comissão Europeia, nesta segunda-feira (1º).

“Este é o resultado da forte cooperação bilateral e do engajamento da Comissão com a Anthropic”, afirmou, acrescentando que “este último desenvolvimento é de extrema importância para obter uma visão clara dos riscos potenciais”.

As condições exatas para o acesso da UE ao programa da Anthropic ainda precisam ser definidas, incluindo quanto acesso a empresa americana teria aos próprios sistemas do bloco ao usar o Mythos, de acordo com pessoas familiarizadas com as discussões.

A Anthropic não quis comentar. A oferta da empresa à UE para usar o Mythos foi reportada primeiro pela Bloomberg.

No início deste ano, o CEO da Anthropic, Dario Amodei, disse ao FT que a empresa estava interessada em compartilhar o Mythos com governos aliados dos EUA.

“Estamos entusiasmados para que o governo dos EUA… e os governos de todos os nossos aliados usem essa tecnologia para defender a Ucrânia, para defender Taiwan, para defender democracias sob ataque”, disse Amodei em abril. “Mas não quero que sejam usados contra nosso próprio povo ou para fins antidemocráticos, seja por autocracias ou por nossos próprios governos.”

A Anthropic inicialmente limitou o lançamento do Claude Mythos Preview a um pequeno grupo de empresas consideradas parte da infraestrutura crítica, devido às suas capacidades cibernéticas avançadas e ao potencial de ser usado como arma para ataques cibernéticos. Entre elas estavam empresas de tecnologia como Microsoft e Apple, bancos incluindo o JPMorgan e grupos de segurança cibernética como a CrowdStrike, entre outros.

A empresa tem trabalhado em estreita colaboração com o governo dos Estados Unidos em testes e implantação do modelo internamente em departamentos de segurança nacional e outras áreas sensíveis.

Fora dos EUA, o governo do Reino Unido é a única entidade conhecida a ter obtido acesso por meio do Instituto de Segurança de IA do governo, que o avaliou antes de seu lançamento.

Na semana passada, a Anthropic disse que estava trabalhando para disponibilizar o Mythos a todos os seus clientes.

“Modelos deste nível de capacidade exigem salvaguardas cibernéticas mais robustas antes de poderem ser liberados ao público geral”, disse a empresa em comunicado. “Estamos fazendo progressos rápidos no desenvolvimento dessas salvaguardas e esperamos poder disponibilizar modelos da classe Mythos a todos os nossos clientes nas próximas semanas.”

Reportagem adicional de Paola Tamma, em Bruxelas

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