A Polícia Civil de São Paulo indiciou a advogada Deolane Bezerra, o líder o PCC Marcos Williams Camacho, o Marcola, e outras cinco pessoas por lavagem de dinheiro e organização criminosa. Os suspeitos foram alvo da Operação Vérnix, na semana passada, que resultou em um relatório complementar enviado à Justiça.
De acordo com informações divulgadas pela Secretaria de Segurança Pública de São Paulo (SSP-SP), pela análise do material arrecadado foram reforçados os “indícios de autoria e a materialidade dos crimes investigados”. As investigações mostraram que o grupo seguia em atividade “no momento da operação” e realizava a reestruturação das empresas supostamente usadas para ocultar patrimônio.
VEJA TAMBÉM:
Investigações da Operação Vérnix, conduzidas pelo Ministério Público e pela Polícia Civil de São Paulo, apontariam uma ligação entre a influenciadora e pessoas próximas a Willians Herbas Camacho, o Marcola no período de 2022 e 2024. Deolane se defendeu dizendo que atuou estritamente como advogada para membros da família do líder criminoso e que está sendo perseguida pelo exercício de sua profissão.
Seu advogado, Aury Lopes Jr., criticou o fato de que a prisão da influenciadora digital foi decretada antes do indiciamento. “Esperamos que tenha denúncia logo, para que não haja aquela situação de prender para depois investigar…”, declarou. A reportagem da Gazeta do Povo tenta contato com a defesa de Deolane desde o início de sua indicação, sem retorno. O espaço segue aberto. A defesa de Marcola não foi encontrada.
A prisão de Deolane
A prisão da influenciadora Deolane Bezerra por suposta associação com a facção criminosa PCC e lavagem de dinheiro, fez ressurgir nas redes sociais imagens em que ela aparece ao lado do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Na quinta-feira, o departamento de polícia do Senado Federal registrou um boletim de ocorrência em que solicitou à Polícia Civil providências para que fossem verificadas informações sobre um possível atentado contra o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). A medida visa instaurar os “procedimentos cabíveis” diante da gravidade das informações obtidas, segundo o Senado.
O plano teria sido articulado por Deolane Bezerra, segundo informações do funkeiro Misael Rangel da Silva e Souza, conhecido como MC Misa. Em um canal no TikTok, ele relatou ter conhecimento de um suposto plano para matar o parlamentar, que seria de conhecimento de todo o “mundo do funk”.











